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Novembro Azul: prevenção o melhor tratamento

Dados recentes do Instituto Nacional do Câncer estimam que 60 mil casos novos de câncer de próstata ocorram em 2019, com aproximadamente 13.000 mortes pela doença. Dessa forma, o papel da campanha do Novembro Azul é fundamental na busca por conscientização da sociedade quanto à prevenção do câncer de próstata e sobre a saúde dos homens de maneira geral.

“O maior obstáculo à prevenção é o educacional. No momento em que o homem compreender a necessidade de vir ao médico, ser examinado e realizar exames preventivos para evitar doenças de evolução silenciosa mas potencialmente letais, como a hipertensão arterial, diabete, stress e o câncer de próstata dentre muitas outras, esse cenário deve mudar”, afirma o professor do setor de uro-oncologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Dr. Marcos Tobias Machado.

O médico também é responsável pelo setor de cirurgia robótica urológica no Hospital Brasil e Rede D’Or, e afirma que a prevenção ainda é a melhor opção para combate ao câncer. “Infelizmente, 10 a 20% dos casos já são diagnosticados em fase mais avançada, ou seja, já com presença de disseminação da doença fora da próstata (metástases). Nesse cenário, a cura já não é mais possível, tendo o paciente um tempo de sobrevida de 3 a 5 anos”, explica.

Para uma prevenção eficaz, ir ao urologista regularmente é decisivo. É o especialista que realiza o exame de toque retal e pede a dosagem do PSA. “Como mensagem importante, fica a necessidade de fazer uma primeira consulta preventiva na faixa dos 40 anos e seguir as orientações médicas de seguimento.”

A campanha Novembro Azul surgiu, inicialmente na Austrália, em 2003. No Brasil, a primeira ação foi realizada em 2014, com mais de 2.200 ações em todo o país. “A iniciativa é um grito de alerta para que os homens, esposas e governantes se atentem para a necessidade de os homens realizarem exames preventivos, no sentido de preservação da sua sobrevida e qualidade de vida. Isso inclui a saúde integral do homem, cardiovascular, hormonal, genito-urinária e psíquica, dentre outras”, completa Dr. Marcos Tobias Machado.

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