Dieta : jejum intermitente e reprogramar a mente

Segundo a Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), a perda de peso pode ser alcançada ao adotar técnicas para auxiliar no caminho para uma vida mais saudável, com a incorporação de novas práticas no dia-a-dia

Algumas pessoas melhoraram a qualidade da alimentação, praticaram atividades físicas e, mesmo assim, não conseguem emagrecer de forma sustentável, outras pessoas por sua vez, em busca do corpo perfeito priorizam apenas a ideia estética esquecendo da saúde.

A dieta do jejum intermitente, por exemplo, é um método que incentiva a proibição alimentar por até 24 horas com a promessa de estimular o organismo a queimar a gordura estocada como principal fonte de energia.

A consultora em nutrição da ABIMAPI (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados), Beatriz Botéquio, alerta e explica que durante o processo desse tipo de jejum, o organismo usa a gordura do tecido adiposo como fonte de energia, com ação do glucagon, um hormônio ligado à quebra das moléculas de gordura. O cérebro não entende esta redução da ingestão de calorias como uma situação benéfica para o emagrecimento, emitindo um alerta de perigo. O corpo depende da produção de energia para poder funcionar corretamente, e para isso preciso de alimentos.

Quando o jejum é interrompido, há uma elevada secreção de insulina, às vezes maior do que a necessária, levando à hipoglicemia. Outras consequências possíveis são alterações no humor, mau hálito, fadiga e falta de concentração.

Segundo Beatriz por todos esses fatores, o jejum intermitente não é uma opção saudável de perda de peso já que não muda o comportamento alimentar. Uma dieta de emagrecimento precisa contar com o equilíbrio entre carboidratos, proteínas e gorduras, além de estar de acordo com a rotina de cada um.

Lembrando que qualquer tipo de dieta restritiva pode trazer resultado em curto prazo; no entanto, os benefícios serão muito mais duradouros se houver uma reeducação alimentar.

Para a nutricionista e coach Gladia Bernardi, criadora do método “Emagrecimento Consciente”, transformar o cérebro é essencial para a adoção dessas novas atitudes. Segundo ela há sete estratégias que ela considera a base da mente voltada ao emagrecimento:

1. Traçar um planejamento – nosso cérebro precisa de 21 a 60 dias para programar e adotar um novo hábito. Uma dica o é anotar em um papel quantos quilos quer perder e em qual prazo.

2. Manter a organização – planejar, organizar e seguir o que foi planejado, tendo disciplina, sempre pensando apenas no próximo passo. O cronograma feito no planejamento inicial guiará as próximas atitudes.

3. Buscar o conhecimento correto – ter conhecimento sobre o que funciona ou não para emagrecer é fundamental para o sucesso. Uma das medidas necessárias, além do suporte de um profissional, é adotar pequenos cuidados no dia a dia, como checar a composição dos produtos.

4. Desenvolver habilidades – as instruções corretas de um profissional levarão a pessoa a adquirir as habilidades necessárias.

5. Adotar atitudes de uma mente magra – cessar pensamentos de autodepreciação, sentimentos negativos contra si mesmo faz parte do emagrecimento consciente. Pensar que não é capaz, que tem o metabolismo lento ou que fracassará novamente são armadilhas criadas pela mente.

6. Ter clareza do que se quer – o planejamento ajuda a ter clareza sobre os objetivos em curto, médio e longo prazo, por isso anotar as informações em todas as etapas ajudará a ter clareza do que se deseja, e do quanto conseguiu até então.

7. Estabelecer uma meta de emagrecimento– criar uma meta semanal, e não diária, evitando causar muita ansiedade, muitas vezes o metabolismo não responde de um dia para o outro. É importante ter uma balança em casa, para não perder o controle do peso durante o processo.

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