Diabetes: gestacional, em idosos e em mulheres

Um estudo realizado com quase 80 mil mulheres entre 1991 e 2008, por cientistas do Kaiser Permanente Southern Califórnia Medical Group, nos EUA, revelou que mulheres que desenvolveram diabetes gestacional têm mais chances de ter a doença em uma futura gravidez, aumentando 41% após a primeira gestação com diabetes e 57% após a segunda.

Durante a gestação o corpo da mulher passa por diversas mudanças físicas e hormonais, podendo assim alterar a sensibilidade à insulina no corpo e conseqüentemente desenvolver o diabetes gestacional que costuma aparecer a partir do segundo trimestre da gestação.

O pré-natal é extremamente importante, assim o diabetes pode ser detectado e controlado corretamente, caso contrário poderá afetar a saúde da mãe e do filho e em alguns casos chegando a causar a morte do feto.

No Brasil estima-se que cerca de 90 mil grávidas desenvolvem este tipo de diabetes.

Fatores de risco:
– histórico familiar,
– hipertensão
– má alimentação
– gestações anteriores com bebês de mais de quatro quilos
– obesidade

Sintomas:
– sede
– urina em excesso
– inchaço
– vômitos incontroláveis
– visão turva
– fadiga crônica
– infecções na bexiga ou na vagina.

O diabetes pode gerar:
– aumento da pressão arterial
– influencia nos riscos de parto prematuro
– complicações após o nascimento da criança, que fica mais propensa a desenvolver doenças crônicas quando atingir a idade adulta

Um estudo realizado pela Universidade de Maryland, nos EUA, avaliou a incidência de diabetes gestacional em mulheres obesas com informações sobre 23.594 mulheres que realizaram a cirurgia bariátrica entre 2002 e 2006.

Um estudo retrospectivo comparando as taxas de diabetes gestacional e resultados relacionados entre um grupo de mulheres com parto antes da cirurgia e outro com o parto realizado após a cirurgia bariátrica.

As mulheres que engravidaram após a cirurgia bariátrica tiveram menor incidência de diabetes gestacional, comparada ao outro grupo. Os pesquisadores também revelaram uma redução no número de cesarianas no grupo que foi submetido a cirurgia bariatrica.

A cirurgia pode ser indicada no tratamento de pacientes diabéticos tipo 2, com IMC (Índice de Massa Corpórea – peso dividido pela altura ao quadrado ) acima de 35. Os bons resultados da cirurgia para o controle do diabetes tipo 2 devem-se, basicamente, a dois fatores: a perda de peso do paciente e principalmente a alteração hormonal.

A pesquisa Vigitel 2011 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que coletou dados nas 26 capitais e no Distrito Federal, mostrou que a tendência de diabetes cresceu em homens, mas apesar do aumento, a prevalência continua sendo superior nas mulheres.

O estudo mostrou que o diagnóstico de diabetes é mais comum em pessoas que estudam menos e o autorrelato de diabetes também aumenta com a idade da população, atingindo 21,6% dos idosos (maiores de 65 anos), índice bem maior do que entre a faixa etária de 18 a 24 anos (0,6%).

Os percentuais crescentes de diabetes no país podem estar relacionados ao:
– aumento da obesidade
– excesso de peso
– aumento da população idosa
– aumento do diagnóstico da atenção básica de saúde.

A pesquisa também apontou que 22,7% da população adulta brasileira são hipertensos. O diagnóstico em mulher é mais comum do que em homens e é preocupante entre os mais velhos, chegando a 59,7% em pessoas com mais de 65 anos.

Segundo levantamento do Ministério da Saúde, o número de internações por diabetes no Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou em 10% entre 2008 e 2011. Em 2009, o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, notificou 52.104 mortes por diabetes no país. Em 2010, este número subiu para 54.542. Apesar do aumento, observa-se uma desaceleração nos últimos três anos. Entre 2005 e 2007, o percentual de aumento foi de 16% e, entre 2008 e 2010, o número caiu para 7,5%.

diabetes

O programa Saúde Não Tem Preço tem promovido a ampliação da rede Aqui Tem Farmácia Popular, disponibilizando medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes nas farmácias credenciadas desde fevereiro de 2011. No último ano, houve aumento de 84% no número dos diabéticos atendidos na rede Aqui Tem Farmácia Popular.

Para prevenir e reduzir as mortes prematuras por DCNT (diabetes, câncer, hipertensão e outras doenças do aparelho circulatório e respiratório) – responsáveis por 72% das causas de morte em todo o país, o Ministério da Saúde elaborou o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, com metas até 2022. Lançado em 2011, o plano prevê a redução de 2% ao ano das mortes prematuras por essas doenças a partir da melhoria de indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade. Entre as ações desenvolvidas, está o Programa Academia da Saúde, que disponibiliza polos para o desenvolvimento de atividades físicas com orientação profissional, além de atividades de segurança alimentar e nutricional e de educação alimentar.

Para melhorar a dieta do brasileiro, o Ministério da Saúde e indústria alimentícia firmaram o compromisso de reduzir, gradualmente, o uso do sódio em 16 categorias de alimentos até 2014, com aprofundamento das medidas até 2016. Na lista estão, entre outros, batatas fritas e batata palha, pão francês, bolos prontos, salgadinhos de milho, maionese e biscoitos recheados. O sódio está presente no sal de cozinha e seu consumo excessivo está associado a uma série de doenças crônicas, como hipertensão arterial, problemas cardiovasculares, distúrbios renais e cânceres.

O Plano de Ações Estratégicas também prevê o fortalecimento do Programa Saúde na Escola, com ações de promoção à saúde, prevenção e controle da obesidade em escolas públicas que aderiram ao programa.

Via – 1 e 2

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