25 de junho – Dia Mundial do Vitiligo

25 de junho – Dia Mundial do Vitiligo

O vitiligo, doença que acomete cerca de 2% da população mundial, é  facilmente diagnosticado pela presença de manchas brancas bem delimitadas, que se situam em qualquer área da pele. Segundo o Dr. Roberto Dóglia Azambuja, dermatologista e assessor  do departamento de Psicodermatologia da SBD – Sociedade Brasileira de Dermatologia – é extremamente importante consultar um dermatologista para diagnóstico  e tratamento precoce, pois quando as manchas não são completamente brancas, ainda estão claras, o diagnóstico pode ser difícil até para o especialista. Não existem exames laboratoriais que deem o diagnóstico de vitiligo, porém quanto mais cedo for tratado maior a possibilidade de cura.

O maior problema para quem tem vitiligo é a rejeição social pois clinicamente, na maior parte dos casos, o vitiligo não causa nenhum sintoma nem nenhuma alteração da pele. Para os portadores da doença, como a pele atingida fica sem pigmento, a resistência à ação dos raios solares diminui acentuadamente. Em consequência, a pessoa deve evitar exposição à luz solar, porque poderá sofrer queimadura. Entretanto, uma pequena dose de luz solar, de cinco a dez minutos por dia, pode ser benéfica no sentido de repigmentar a área branca.

Infelizmente a causa da doença é desconhecida e muitas vezes iniciado por estresse, luz solar, queimaduras térmicas, traumatismos da pele e dermatites que podem agir como fatores desencadeantes.

O vitiligo tem cura, mas não é possível predizer quem vai se curar, porque cada pessoa reage de seu jeito próprio. Dr. Roberto explica que cada pessoa forma um tipo de vitiligo só dela e por razões próprias. Por isso, não existe tratamento padrão, que dê o mesmo resultado em todas as pessoas. O mesmo tratamento aplicado a dez pessoas dará dez resultados diferentes. Em última análise, quem cura não é o tratamento, mas a interação do organismo com o método utilizado.

Os tratamentos se resumem a medicamentos orais, tópicos, cirúrgicos e fototerapia. O mais comum é o uso de corticoides e de substâncias provocadoras da formação de pigmento. Em casos circunscritos e estabilizados há um ano, pode ser feita uma operação especial, com transplante de melanócitos e posterior irradiação com ultravioleta. A fototerapia atualmente em uso emprega radiação ultravioleta de faixa estreita, conhecida como UVB-NB.

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