Como lavar e conservar bem edredons e cobertores

Entramos no inverno, na estação mais fria do ano, para garantir o conforto de todos da família, principalmente daqueles que sofrem com doenças respiratórias, é extremamente importante que as as roupas de cama de inverno estejam limpas e livres de mau cheiro, o que é comum, pois ficam boa parte do ano armazenadas, assim os edredons e cobertores podem acumular ácaros e odores desagradáveis, além de mofo e bolor, o que pode causar alergias.

O ideal para higienizar esse tipo de roupa é lavá-los na máquina de lavar roupas, mas segundo Maria Alzira Linares, diretora executiva da Lavasecco, nem sempre as máquinas de lavar residenciais são eficientes ou suportam o volume e o peso de edredons e cobertores, por isso é recomendável levá-los a lavanderias com tecnologias apropriadas e produtos específicos para cada tipo de mancha, proporcionando tratamento diferenciado conforme o tecido, o forro, o enchimento e o estado de conservação da peça.

Quando chegar no final do inverno, Antes de guardar, também é importante que sejam lavados, para remover eventuais manchas ou sujeiras que podem se fixar nos tecidos, causando danos irrecuperáveis. O ideal é usar embalagens a vácuo para guardar, que evitam a proliferação de fungos e conservam melhor as cobertas, além de economizar espaço no armário.

Outro item que também pode causar alergias nessa época do ano são os tapetes, por isso a importância do cuidado sema nos de fios de seda aos sintéticos, dos modelos orientais aos mais modernos. Além de decorarem, servem como isolantes térmicos e independente do material, necessitam de cuidados especializados na hora da lavagem e principalmente no processo de secagem.

Maria Alzira saliente que os tapetes devem ser higienizados e depois devem passar por um processo de secagem de preferência em estufa exclusiva, com temperatura controlada para cada tipo de fibra e tamanho, assim, evita riscos de ressecamento ou alteração de cor.

Abaixo os 10 principais riscos que podem danificar os tapetes durante uma higienização caseira ou realizada de forma incorreta:

01-Migração de cor: variedade de cores e baixa resistência de corante, os tapetes podem apresentar migração da tinta antes ou durante a lavagem. Os Persas correm maior risco devido seu processo de tingimento;

02- Marca de móveis: pé de mesas, cadeiras ou outro móvel sobre o tapete, deixam marcas;

03-Desbotado: aspecto do tecido envelhecido, perda da cor de forma generalizada, mancha esbranquiçada, provenientes de baixa fixação de cor, idade do tapete ou até mesmo de lavagens incorretas;

04- Descolorido: a diferença de cor no tapete pode ser proveniente de produtos usados na limpeza caseira ou pela exposição da luz solar;

05- Vômito e urina: animais de estimação possuem a urina ácida podendo amarelar e enfraquecer a fibra do tecido, além do cheiro forte, que pode piorar com a tentativa de limpeza caseira;

06- Franja amarelada ou manchada: geralmente são de cor creme ou cru, pois saem da trama do tapete, se estiver com a cor alterada, pode aumentar na lavagem;

07-Fungos: a presença desses micro-organismos altera a cor do tapete e enfraquece a fibra, aumentando o risco de rasgar a peça;

08-Rasgos: podem aumentar durante o processo de lavagem realizado de forma incorreta;

09- Queimado: Luz, sol, cigarro e vômito podem queimar e descolorir o tapete após a lavagem incorreta;

10-Irregularidade: alteração nas pontas ou base antiderrapante solta, danificam a estrutura do tapete, com isso, a peça não fica simétrica e firme ao piso. Pode ocorrer o esfarelamento da base, ocasiona pela limpeza de forma caseira, já que o látex ou cola é extremamente sensível à água e umidade.

 

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