Vote VMB – Categoria Reggae: Jimmy Luv
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Paul Simon - Father and Daughter
If you ever leap awake
(se algum dia você acordar assustada)
In the mirror of a bad dream
(no espelho de um pesadelo)
And for a fraction of a second
(e por uma fração de segundo)
You can’t remember where you are
(você não conseguir lembrar-se onde está)
Just open your window
(apenas abra a sua janela)
And follow your memory upstream
(e siga a sua memória)
To the meadow in the mountain
(até a campina na montanha)
Where we counted every falling star
(onde nós contamos cada estrela cadente)
I believe the light that shines on you
(acredito que a luz que brilha em você )
Will shine on you forever
(brilhará em você eternamente )
And though I can’t guarantee
(e embora eu não posso garantir)
There’s nothing scary hiding under your bed
(que não há nada assustador escondido debaixo da sua cama)
I’m gonna stand guard
(eu estarei em posição de guarda)
Like a postcard of a Golden Retriever
(como um cartão postal de um Golden Retriever)
And never leave till I leave you
(e nunca sairei até deixá-la)
With a sweet dream in your head
(com um doce sonho em sua mente)
I’m gonna watch you shine
(vou vê-la brilhar)
Gonna watch you grow
(vou vê-la crescer)
Gonna paint a sign
(vou pintar um cartaz)
So you’ll always know
(para você sempre saber)
As long as one and one is two
(enquanto um mais um for dois)
There could never be a father
(nunca haverá um pai)
Who loved his daughter more than I love you
(que ame a sua filha mais do que eu amo você)
Trust your intuition
(confie em sua intuição)
It’s just like going fishing
(é como ir pescar)
You cast your line
(você lança a vara)
And hope you’ll get a bite
(e espera pela mordida)
But you don’t need to waste your time
(mas você não precisa disperdisar o seu tempo)
Worrying about the market place
(se preocupando com o mercado)
Try to help the human race
(tente ajudar a raça humana)
Struggling to survive its harshest night
(lutando para sobreviver)
I’m gonna watch you shine
(vou vê-la brilhar)
Gonna watch you grow
(vou vê-la crescer)
Gonna paint a sign
(vou pintar um cartaz)
So you’ll always know
(para você sempre saber)
As long as one and one is two
(enquanto um mais um for dois)
There could never be a father
(nunca haverá um pai)
Who loved his daughter more than I love you
(que ame a sua filha mais do que eu amo você)
Cat Stevens – Father and Son
Father
(Pai)
Its not time to make a change,
(Não é tempo de mudar)
Just sit down, take it slowly.
(apenas relaxe, vá com calma)
Youre still young, thats your fault,
(Você ainda é jovem, esse é sua culpa)
Theres so much you have to go through.
(há muita coisa que você ainda tem que passar)
Find a girl, settle down,
(encontre uma garota, fique com ela)
If you want you can marry.
(se você quiser, pode casar-se)
Look at me, I am old, but Im happy.
(olhe para mim, estou velho, mas estou feliz)
I was once like you are now, and I know that its not easy,
(eu já estive onde você está agora e eu sei que não é fácil)
To be calm when youve found something going on.
(ficar calmo quando você percebeu algo acontecendo)
But take your time, think a lot,
(mas vá com calma, pense bastante)
Why, think of everything youve got.
(por que, pense em tudo que você já conseguiu)
For you will still be here tomorrow, but your dreams may not.
(você estará aqui amanhã, mas os seus sonhos podem não estar)
Son
(filho)
How can I try to explain, when I do he turns away again.
(como eu posso tentar explicar, quando o faço ele ignora)
Its always been the same, same old story.
(sempre a mesma coisa, a mesma velha história)
From the moment I could talk I was ordered to listen.
(desde o momento que pude falar fui obrigado a ouvir)
Now theres a way and I know that I have to go away.
(agora há um caminho, e eu sei que eu tenho que ir embora, eu sei que tenho que ir)
I know I have to go.
( eu sei que tenho que ir)
Father
(Pai)
Its not time to make a change,
(Não é tempo de mudar)
Just sit down, take it slowly.
(apenas relaxe, vá com calma)
Youre still young, thats your fault,
(Você ainda é jovem, esse é sua culpa)
Theres so much you have to go through.
(há muita coisa que você ainda tem que passar)
Find a girl, settle down,
(encontre uma garota, fique com ela)
If you want you can marry.
(se você quiser, pode casar-se)
Look at me, I am old, but Im happy.
(olhe para mim, estou velho, mas estou feliz)
(Son– away away away, I know I have to
Make this decision alone – no)
(FIlho – distante, distante, distante, sei que tenho que tomar essa decisão sozinho – não)
Son
(Filho)
All the times that I cried, keeping all the things I knew inside,
(todas as vezes que eu chorei, guardando todas as coisas que eu sabia dentro de mim)
Its hard, but its harder to ignore it.
(é difícil, mas é pior ignorar)
If they were right, Id agree, but its them you know not me.
(se eles estivessem certos, eu concordaria, mas é eles que você conhece, não a mim)
Now theres a way and I know that I have to go away.
(agora há um caminho, e eu sei que eu tenho que ir embora)
I know I have to go.
(eu sei que tenho que ir)
(father– stay stay stay, why must you go and
Make this decision alone? )
(Pai – fique… por que você tem que tomar essa decisão sozinho?)
Acredito que muitas pessoas passam a vida morando na mesma casa, outras tantas na mesma rua, tem aquelas que passam anos morando no mesmo bairro, outros ainda passam a vida inteira morando na mesma cidade, alguns ainda mudam de cidade, outros de estado e poucos, se comparados com a maioria, mudam de país.
Passar a vida inteira no mesmo lugar, pode parecer para alguns, como um carro estacionado, sem motor, juntando poeira, mas apesar de muitas pessoas viverem assim por falta de opção, tem aqueles que optam por ficarem no mesmo lugar, onde conhecem a todos, desde o padeiro, passando pelo lixeiro e todos os moradores da rua.
Aqueles que optam por desbravar o mundo em busca da felicidade e de algo a mais, já que muitos acreditam que há muito mundo no mundo , e não podem ficar parados, por vezes relutam, mas finalmente escolhem um caminho e seguem…
Seguir por esse caminho não é dos mais fáceis, quem já mudou de cidade, de estado, de país e “deixou” para trás pessoas queridas sabe o quão difícil é .
Por que estou falando isso? Porque nos meus 30&Alguns anos de vida, já mudei 11 vezes, já mudei de casas na mesma cidade, de estado e de país e semana passada eu recebi a visita de duas pessoas extremamente importantes na minha vida, uma mora em Nova Iorque e a outra está mudando para Dinamarca e a despedida sempre dói.
Dói pensar quando irei revê-las novamente e junto a esperança que durante esses meses separadas, já teve épocas que foram anos, possamos estar bem e felizes ao nos reencontrarmos. O abraço da despedida vai carregado de sentimentos bons, tanto de quem vai quanto de quem fica, é o abraço que emana tudo que há de melhor que um ser pode desejar ao outro.
Aos 30&Alguns continua difícil despedir e é por isso, que hoje esse post é dedicado para minha irmã e minha prima em Nova Iorque, meu irmão em Barcelona, minha amiga de todas as horas que vai para Dinamarca, meu primo em Londres, meus pais, comadre, afilhada e amigos que ficaram no Rio e minha amiga querida em Recife.
Mande notícias do mundo de lá, diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar, estou chegando…Coisa que gosto é poder partir, sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero…Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega prá ficar
Tem gente que vai prá nunca mais…Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai, quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir…São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega é o mesmo trem da partida…A hora do encontro é também, despedida
A plataforma dessa estação é a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida…- Encontros e Despedidas / Milton Nascimento
O sobrenome foi criado para informar a origem daquele indivíduo específico, de qual grupo – família – faz parte, é utilizado em grande parte do mundo, na maioria das culturas é passado de pai para filho (a), em outras se utiliza o sobrenome da família materna seguido do sobrenome da família paterna em outros ainda (Espanha e América Hispânica) o sobrenome da família paterna vem seguido do sobrenome da família materna. Na maioria das culturas, o nome do pai geralmente é o nome mantido e passado através das gerações.
No Brasil, até umas duas gerações atrás, muitas mulheres ao casarem caso possuíssem o nome + sobrenome materno + sobrenome paterno, na hora de adicionar o sobrenome do marido, optavam por retirar o sobrenome materno, dessa forma o nome não ficava tão extenso. Já a minha mãe apesar de ter dois nomes + dois sobrenomes, ao invés de retirar um, resolveu agregar o outro, acabou ficando com 2 nomes + 3 sobrenomes.
Nos E.U.A., se eu for procurar na Internet alguma amiga que tenha estudado comigo no 2º grau, caso ela esteja casada, dificilmente irei encontrá-la, pois lá a cultura é diferente, a maioria das mulheres quando casam, simplesmente tiram o sobrenome de solteira e ficam apenas com o sobrenome do marido. Nesse caso, por exemplo, se o nome era Mary Rose Smith e ela casa-se com John Robert Jones, ela tornar-se Mary Rose Jones.
Hoje em dia muitas mulheres brasileiras ao casarem não adotam o sobrenome do marido, algumas vezes por não gostarem, outras por que já possuem nomes extensos e não querem ter que tirar um para adicionar outros, outras vezes para não perderem a identidade, ou simplesmente não vêem motivos para trocá-lo.
Conheço mulheres que casaram e adicionaram o nome do marido, depois se divorciaram de forma nada amigável e mantiveram o sobrenome do ex, isso eu não consigo entender, como carregar um sobrenome pela vida toda de alguém que te fez sofrer? Conheço outras que ao casarem adotaram o sobrenome do marido, porém no dia-a-dia assinam o nome de solteira, e há outras que adicionam e orgulham-se do novo nome.
Uma amiga, foi inovadora, pelo menos a meu ver, sonoramente falando o nome do filho ficava melhor tendo o sobrenome do marido e depois o dela, e com jeito ela conseguiu convencê-lo, o seu filho leva o seu nome como sobrenome principal, mesmo sendo registrado pelo pai.
Como tudo em um relacionamento, a questão do sobrenome deve ser conversada pelo casal antes do casamento, assim como tantas outras que são esquecidas e na hora H acabam causando desentendimentos. Se você está noiva, provavelmente seu marido acha que você irá adicionar o sobrenome dele ao casar, caso seja contrária a essa idéia, converse e mostre seu ponto de vista.
Muitas mulheres acham puro machismo, analisando bem, até tem um machismo envolto na questão, mas com o passar dos anos, tornou-se algo cultural e que para eles é importante ter a esposa carregando o seu sobrenome.
No fundo, o que mais importa é o amor e o respeito que existe no relacionamento, o resto são detalhes, pode parecer que não, mas são sim, meros detalhes, e assim como tudo na vida, se você não prestar atenção aos detalhes, acabará em um emaranhado de pequenos gestos, fatos, “achismos”, e aí sim deixarão de ser meros detalhes. Lembre-se que tudo pode ser combinado, desde que ambos estejam predispostos ao diálogo. O mundo está em constante evolução, hoje já está sendo o passado, apesar da falsa idéia de presente, o futuro é momentâneo, culturas mudam, e juntos casais vão encontrando novas formas de unirem seus nomes e sobrenomes.
Fonte: Wikipedia
- Post publicado originalmente no Deusario.
Desde pequena sempre tive muito medo da morte, medo de morrer, medo de quem já morreu, medo que os espíritos viessem puxar o meu pé no meio da noite, medo… simplemente medo.
Minha mãe não levava filho nenhum em enterro ou velório, com isso, minha avó materna morreu e não fomos vê-la, meu avô paterno morreu e também não fomos vê-lo, nem nos despedir… Minha mãe dizia que ali, naquele local, não estaríamos vendo os entes queridos, que eles já tinham ido embora e era melhor ter como recordação na memória a imagem deles vivos e felizes.
A primeira vez que fui a um velório, foi de um conhecido que havia sido assassinado banal e brutamente aos 28 anos de idade em um posto de gasolina no Leblon, e por ter medo da morte e dos mortos, fui com os amigos, mas fiquei impressionada, lembro que tremi o tempo todo…
Alguns anos depois, o pai da filha de uma amiga, faleceu e fui ao cemitério com a minha amiga e sua filha, não entrei no velório, nem mesmo acompanhei o caixão, fiquei ali do lado de fora com a pequena que na época tinha apenas cinco anos.
Mais de 10 anos se passaram, nesse período de tempo, meu avô materno faleceu e por mais que eu tentasse, não daria tempo de ir ao enterro, então me despedi dele aqui no blog.
Terça-feira passada, a vida me colocou em uma situação inesperada, acordei, recebi logo cedo uma ligação de um amigo que mora em Barcelona, conversamos durante horas, rimos, matamos a saudade e ao desligar, o telefone tocou novamente e era minha tia.
Seu pai, o avô dos meus primos havia falecido e ela estava no hospital, cerca de 20 minutos da minha casa, e logicamente, não pensei duas vezes e meu marido me levou ao seu encontro.
Para quem cresceu tendo medo da morte, ir a um hospital nessas circunstâncias pode parecer algo assustador, mas não foi … fui calma, fiquei ao lado dela durante todos os momentos, fui com ela e com o meu tio no cartório e foi então que aprendi o quão complicado é morrer.
Uma burocracia necessária existe, mas em um momento tão duro quanto a perda de um ente querido, ter que ir registrar o óbito, ter que levar carteira de identidade, título de eleitor, certidão de casamento… quem vai pensar nesses detalhes em uma hora como essa?
Após o registro do óbito, o corpo foi liberado para ser levado ao cemitério e foi então que pela primeira vez na vida, não tive medo da morte, nem dos mortos, vi o corpo ser ajeitado, fiquei ao lado do caixão e consegui orar e pedir a Deus que o recebesse.
Aos 30&Alguns, vejo que o medo, não era simplesmente da morte, era do desconhecido, ainda que o ato de morrer continue sendo algo extremamente desconhecido, mas hoje compreendo tudo com outros olhos e desejo que o Seu José tenha feito essa transição em paz.
Vou ter que aprender dinamarquês
Para um dia ensinar para o filho que terei
Para depois de alguns anos
Quando ele crescer
Poder ir visitar a minha amiga
Que no mês que vem irá mudar para Dinamarca
E um dia irá se casar
Depois terá filhos
Eu com certeza vou ter que aprender dinamarquês
Para um dia ensinar para o filho que vou ter
Para quando chegar o dia dele visitá-la
Poder compreender
Além da tia que falará português
Os amiguinhos dos filhos que um dia ela irá ter
Que irão brincar com os filhos que terei
Com certeza
Já sei
Terei que aprender dinamarquês
O documentário “Mundo Colorido” foi produzido e dirigido pelo meu irmãomigo Rodrigo Villas, já falei dele aqui, aqui, aqui e aqui. Sou fã de carteirinha e tive o prazer de assistir o rough cut do documentário antes mesmo de ser lançado em Barcelona e no Brasil.
“O complexo de favelas do Cantagalo-Pavão-Pavãozinho se encontra entre os bairros de Copacabana e Ipanema na zona sul do Rio de Janeiro. Como os moradores recebem o graffiti? Um grupo de artistas da favela e da cidade pintaram nas ruas do morro e pensaram sobre estas intervenções urbanas e as pontes de comunicação entre estes dois mundos. Duas realidades próximas fisicamente , mas completamente desconhecidas entre si. Vídeo documentário de criação baseado nos limites de uso dos espaços públicos por um tipo de arte urbana, o graffiti, intervindo diretamente no entorno social de uma comunidade pobre do Rio de Janeiro.”
Aos 30&Alguns informo que se você estiver no Rio de Janeiro no dia 09/07 e quiser assistir o filme, vale a pena conferir.


Em 2007 eu escrevi “E hoje é o dia dele“, uma homenagem ao aniversário do meu amado pai, e hoje, dois anos depois retorno a escrever um post em sua homenagem, porque hoje é o aniversário dele, um pai completo com todos os seus defeitos e qualidades, um homem íntegro que admiro muito e ele veio passar o aniversário comigo.
Como meu pai é católico praticante, tem uma música que sempre que escuto, lembro dele.
Este Pranto
Muito alegre eu te pedi o que era meu
Parti num sonho tão normal
Dissipei meus bens e o coração também
No fim meu mundo era irreal
Confiei no teu amor e voltei
Sim aqui é meu lugar
Eu gastei teus bens ó pai e te dou
Este pranto em minhas maõs
Mil amigos conheci disseram adeus
Caiu a solidão em mim
Um patrão cruel levou-me a refletir
Meu pai não trata um servo assim
Nem deixaste-me falar da ingratidão
Morreu no abraço o mal que eu fiz
Festa, roupa nova, anél, sandália aos pés.
Voltei a vida, sou feliz.
Confiei no teu amor e voltei
Sim aqui é meu lugar
Eu gastei teus bens ó pai e te dou este pranto em minhas mãos.
Como disse no post que escrevi a dois anos atrás: “Hoje aos 30&Alguns sou feliz e grata a tudo que o rei tem feito por mim e sinto muito orgulho ao chamá-lo de pai. Hoje é o dia dele, desejo Parabéns ao melhor homem que eu conheço. Te amo pai!!!!”
* foto: meus pais e eu na comemoração do meu aniversário de 1 ano.
Hoje, nesse post, irei tocar em dois assuntos que me chamaram a atenção nas últimas semanas, o primeiro é o caso do livro da Maria Mariana,
o que mais chamou a minha atenção nesse caso, nem mesmo o livro é o protagonista do frenesi que aconteceu na internet brazuca, já que a maioria das pessoas que escreveram a respeito do assunto, nem mesmo leram os primeiros capítulos que estão disponíveis no website Confissões de Mãe e sim a matéria Maria Mariana – “Deus quer o homem no leme”, que foi publicada no dia 07 de maio, na Revista Época (versões impressa e online).
Devo ressaltar, que recomendo no Blog da Ti, o post Confissões de Mãe, já que a blogueira, escreve após ter lido o livro.
Sou contrária a algumas coisas que Maria Mariana disse na entrevista, a primeira contradição encontramos ao ler a matéria da Revista Época, assim como outras matérias a respeito da atriz/escritora em que aparece a informação que teve 4 filhos, 1 cesariana e 3 partos normais, quando ao chegar no website do livro, logo na página incial está escrito : ” Com a experiência de quem teve quatro filhos – três de cesariana e um de parto normal, – …”
Na entrevista, ela ainda diz: “Respeito a história da maternidade de cada mulher. Mas, depois que tive o parto normal, vi que é uma vivência fundamental. Se a mulher parir naturalmente, será uma mãe melhor. Todos falam do nascimento do bebê, mas esquecem que a mãe também nasce naquela hora.”
Sendo assim, não posso acreditar que ela se tornou uma mãe melhor apenas após o parto normal ou somente da criança que nasceu através de tal parto.
Poderia falar sobre outros assuntos que foram tocados, mas quem tiver interesse basta ler a matéria, mas uma coisa me impressionou e muito, a revolta das mães, feministas ou não, que acharam tudo o que ela falou uma tremenda baboseira gerando centenas de debates e comentários online.
Sinceramente, não acho que a Maria Mariana tenha o poder de influenciar tanto assim a vida das futuras mães, se alguém se basear apenas na leitura de um único livro para “aprender” como ser mãe, me desculpe mas tem algo muito errado com essa pessoa, e não vão ser as palavras da autora que irão modificar a vida de alguém que já tem problemas e deveria estar se tratando ou pelo menos as pessoas queridas que estão a sua volta deveriam estar percebendo.
O que li dos primeiros capítulos do livro, diferenciava e muito do que era falado na entrevista, se foi um jogo de marketing, Maria Mariana está de parabéns, conseguiu a atenção do público e com certeza conseguiu cair nas graças de muitas mulheres religiosas, e quando digo religosas, me refiro a diferentes segmentos, mas principalmente cristãos.
Para encerrar esse primeiro assunto, digo que como todos sabem tenho 30&Alguns anos, Maria Mariana nunca foi ícone para mim de nada, nunca assisti confissões de adolescente nem na tv nem no teatro, era na época moradora da zona sul do Rio de Janeiro e a maioria das coisas que ela falava, era apenas o que estava ocorrendo comigo, ou com alguma amiga, ou com a amiga de alguma amiga, então nada demais.E sim eu sou católica.
Outro assunto que me chamou a atenção foi o caso da apresentadora Maisa, que tem apenas 6 anos de idade e trabalha no SBT.
Todos já devem saber ou ter ouvido falar, mas para quem ainda não sabe, no dia 14 de maio, durante o quadro ‘Pergunte a Maisa’, no “Programa Silvio Santos”, o apresentador expôs a menina a uma situação traumática, ao ser confrontada com um menino maquiado de monstro.
Maisa ficou horrorizada, saiu correndo do palco, gritando e chorando. A emissora continuou passando as imagens, o apresentador dando gargalhadas da situação, nada de anormal em se tratando do SBT, do programa, do apresentador e do público que prestigia, dando audiência ao mesmo.
Debates sobre direitos e leis trabalhista, se o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo (CONDECA-SP) irá entrar ou não com uma ação judicial cível contra o SBT, se Maisa sofreu algum tipo de constrangimento (quem tem dúvidas?), ou o caramba a quatro, na minha opinião, como estou falando de mães, não vem ao caso.
Aos 30&Alguns eu apenas quero saber o que se passa na cabeça dos pais dessa criança? Vale a pena receber R$20.000,00 por mês colocando a filha nesse tipo de situação? Pra esse tipo de pais, deve valer, vocês não concordam? Como disse anteriormente, não sou mãe, mas gostaria de entendê-las.
Quando era criança ia muito a praia em Santos, já que morava em São Paulo e minha família tinha um apartamento na cidade. Me lembro claramente, que era super normal, mães e pais com seus filhos e isopor na areia da praia, cheio de guloseimas para as crianças, além de bebidas para todos.
Quando mudei para o Rio de Janeiro, na época tinha 11 anos de idade, lembro que quando os parentes paulistas iam visitar e se animavam de levar o isopor para a praia era a maior vergonha, já que os moradores da zona sul, tendo dinheiro ou não, jamais chegam a praia carregando isopor com cervejinha, por mais que a geladeira em casa esteja lotada da bebida.
No Rio, a classe média zona sul, não carrega isopor para a praia, então quando você vê uma família carregando um isopor, há duas opções: se o sotaque for do Rio, a conclusão é que a família mora no subúrbio carioca e se o sotaque for outro, a família é de outro estado.
Uma amiga minha, certa vez foi a praia e achou tudo muito engraçado, que acabou tentando lembrar os detalhes do que viu e ouviu, já sabendo que provavelmente se me contasse, viraria um post no blog.
Engraçado foi ela descrevendo que havia visto uma família “trololó” na praia, mas não era uma família pequena, o pai estava em pleno Rio de Janeiro, calor de quase 40º, vestindo calça, blusa e sapato, a família era tão grande que estavam utilizando 5 barracas (guarda-sol) na praia.
Lógicamente, vários isopores regados de bebidas e belisquetes, afinal pagar duas ou três vezes o preço de algo, só porque está comprando na praia, não faz sentido algum para quem não é morador da zona sul carioca.
A impressão que minha amiga tinha, era que eram mineiros devido ao sotaque e de repente chegou mais um casal com o filho de 17 anos e a família eufórica comentando que o rapaz ainda era virgem.
Tenho cá com meus botões que o alvoroso era tanto com esse tópico que deve ter sido nesse momento que minha amiga realmente começou a prestar atenção naquela grande família que parecia ser tão unida e todos querendo dar palpites, que o papo foi além da virgindade do rapaz, que tinha uma namorada e ainda não sabia colocar o preservativo.
Sinceramente, aos 30&Alguns, conforme ela foi contando, eu fiquei imaginando uma cena de um desses filmes americanos sobre adolescentes e virgindade, já que segundo a minha amiga a mãe super liberal, informava a família que como já teve a idade deles, cinco vezes havia saído de casa para ir ao Shopping Center e aproveitar para deixá-los a sós, se é que vocês me entendem, e o menino informava que nada acontecia, pois a namorada dizia que ele tinha que esperar.
Os tios dando o maior apoio, diziam que ele deveria ter paciência e esperar, e o jovem desolado, apenas dizia: “já tenho 17 anos de paciência”…