Bebês com menos de 14 meses de idade podem "julgar" erros paternos

Bebês com menos de 14 meses de idade podem "julgar" erros paternos

Um novo estudo da University Cardiff, mostra que bebês com menos de 14 meses de idade podem “julgar” se o pai ou a mãe cometeu um erro, mesmo sem entender suas palavras, de acordo com os pesquisadores, esas crianças são capazes de dizer se uma ação foi intencional através da diferenças de tempo, no sobe e desce do tom de voz.

No estudo publicado na revista Cognitive Development, foram analisadas 28 crianças e mostrou que os bebês podem diferenciar palavras como “there” (lá) e “whoops” (ôpa) percebendo se uma ação foi intencional ou não, em um experimento onde um brinquedo foi empurrado ou puxado a ação foi acompanhada pela palavra “lá” quando intencional e da palavra “ôpa” se foi um erro.

Quando os bebês receberam o brinquedo para segurar, o estudo descobriu que eles eram mais propensos a imitar a ação que foi acompanhada pela palavra “lá”.

Os pesquisadores analisaram a palavra “lá” e perceberam ser caracterizada por uma maior amplitude, duração e altura do tom.

Por outro lado, “ôpa” é caracterizado por um tom crescente.

O experimento foi então repetido pela segunda vez, mas as palavras foram substituídas pelas palavras gregas “Nato” e “Ochi” para afastar qualquer chance de os significados das palavras serem entendidos.

A palavra que significa um erro foi dita com o mesmo tom de “ôpa”.

O estudo descobriu que crianças pequenas imitavam mais as ações intencionais nos brinquedos, sugerindo que foram capazes de usar o modo como as palavras foram ditas para mostrar quais ações foram intencionais e quais foram acidentais.

Elena Sakkalou e Merideth Gattis, autoras do estudo acreditam que a compreensão dos bebês de padrões vocais apoia a sua crescente compreensão das intenções e o estudo sugere que aos 16 meses a sensibilidade a estímulos prosódicos se desenvolve em uma habilidade mais sofisticada, a capacidade de reunir informações sobre o que os outros pretendem e não pretendem, em suas próprias interações com objetos inanimados.

Segundo elas, as crianças primeiro começam a mostrar uma compreensão dos estados mentais, tais como objetivos simples e intenções e a imitar de acordo com esse entendimento a partir de 12 meses, mas é no segundo ano em que elas demonstram uma compreensão da distinção entre acidental e comportamento proposital.

Via.

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2 comentários

  1. Faz tempo que li o livro, mas, lembro-me das palavras da autora em afirmar a seguinte ideia:

    Os pais devem tomar cuidado com seus filhos, que pensam eles, não saberem ainda discernir. Eles sabem! E, sabem tirar proveito daquele que é susceptivel a manipulação.

    Ou algo parecido. A autora morreu em 1927.

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