As mulheres e suas pernas

A vida de uma mulher é sempre bem complicada, vamos ser sinceras, desde o início as regras são mais rígidas conosco, começando pela saia, pode reparar nas festinhas de crianças, as meninas com saia (geralmente a maioria vai com um vestido)o que já limita e muito as brincadeiras. É comum escutar os pais/mães relembrando a menina de manter as pernas fechadas. E esse manter as pernas fechadas segue praticamente por quase toda a vida.

Pode parecer que não, mas é verdade, em uma sociedade machista, o manter ou “fingir” manter as pernas fechadas é extremamente importante.

Na pré-adolescência se você não for bonitinha, vai penar, se os seios demorarem a se desenvolver vai se desesperar, isso é normal, acontece com 99% das mulheres, eu na verdade diria 100%, mas coloquei os 99% pois vez ou outra aparece alguma feminista radical por aqui que “acredita” ou melhor esquece como é a infância e adolescência de uma mulher.

Agora, um fato devo admitir, cheguei a uma conclusão graças a esses 30&alguns anos de estrada, se você era do grupo das “feinhas” as suas chances de desabrochar por volta dos 16,17,18 anos é imensa. Eu particularmente devo admitir que fui do grupo das feinhas  e quando deu o meu”boom” até eu me assustei.

E aí que voltamos para as pernas, no “boom” todos os rapazes vão querer te mostrar que é normal abrir as pernas, que mantê-las fechadas é papo dos coroas  caretas, a evolução sexual já aconteceu, hoje todo mundo é de todo mundo, beija na boca e tira a roupa que tá relax… e junto com o “boom”da beleza e a mudança do relacionamento entre a mulher e suas pernas, ocorre que muitas meninas-mulheres entre 16 e 19 anos, engravidam…

Uma grande parcela delas, opta por interromper a gravidês, outras tantas começam a constituir famílias, as mais responsáveis tomam pílulas,  outras usam camisinha e dentro do grupo que denominei “outras”, tem aquelas que usam camisinha somente quando o cara ainda não é muito conhecido, depois que vira namorado, não vêem mais a necessidade de continuar usando.

Escrevo tudo isso, pois aos 30&Alguns, olhando para trás, lembro muito do que fui, do que vivi, do que escutei e vi. E quando tinha 18 anos eu tinha 6 amigas com filhos, todas elas eram da classe média+, a maioria não finalizou o 2º grau na época, algumas finalizaram depois, muitas meninas que estudavam com elas achavam o máximo a idéia de ser jovem e ter filhos.

Outro dia, conversando com uma amiga que está casada, também tem 30&Alguns e disse que filhos só daqui um tempo, ela tocou nesse assunto, do quanto quando somos adolescentes, muitas vezes queremos ser iguais a pessoas que parecem ser mais “descoladas” e resolvidas, e até mesmo que com certas atitutes parecem estar muito a frente da idade, e hoje, olhando para trás, vemos que exemplo é algo muito relativo e que principalmente quando somos adolescentes achamos que sabemos tudo quando na verdade nada sabemos, apenas estamos aprendendo.

Essas crianças, hoje são os adolescentes que fomos, nas festinhas muitas vezes, nós de 30&Alguns nos sentimos mais velhos do que realmente somos, olhando para aqueles jovens entre 14 e 16 anos de idade. O que será que eles irão aprontar?

Aos 30&Alguns só posso desejar para todos bom senso, sempre bom senso…

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  1. Querida Veri, eu fui uma adolescente desengonçada, tímida e sem nenhuma graça. Mas ao me aproximar da idade da Loba, eu me descobri mais bonita e acima de tudo mais humana.
    Belo texto, como sempre!

    Vim te dizer que hj é o DIA MUNDIAL DOS REFUGIADOS E por isso, gostaria que vc lesse o que escrevi sobre.Inclusive fiz um video e coloquei no YOUTUBE
    beijos e dias felizes.

  2. Li hoje que em uma escola dos EUA, suspeita-se que meninas entre 15 e 17 anos resolveram engravidar ao mesmo tempo…

    Uma das coisas mais absurdas que noto em meninas dessas idades, é o conceito de engravidar para “segurar homem”. Elas acabam com suas vidas, deixam de estudar, de namorar, de conhecer pessoas e lugares, atormentam a vida dos pais que passam a criar a criança que cresce mimada e insuportável… tudo por conta desse excesso de vontade em “ser adulto”.

    Que se diga que a culpa não é só das meninas, isso seria machista. Mas os rapazes se “aproveitam” igualmente sem pensar no que um filho pode causar às suas vidas (o efeito é menor, é verdade, mas existe).

    As pessoas deviam valorizar mais suas infâncias…

  3. Rap

    Uma verdade essa questão. Presenciei várias situações parecidas ainda no segundo grau. E hoje ainda me deparo com essa notícia: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/06/080620_eua_pactogravidez_pu.shtml

  4. O pior é realmente, o que o Fábio colocou: os rapazes fogem da respnsabilidade quando nasce o bebê, pois o que querem é só o prazer, em muitos casos, só dele; as meninas , por sua vez, tranferem a responsabilidade para seus pais. O que falta para estes jovens, é sofrer as conseqüências de seus atos. Enquanto for cômodo assim, quem vai se preocupar em fechar as ‘pernas’, no sentido mais amplo da palavra, que vai muito além de uma simples transa.
    beijo, menina

  5. Eric Souza

    É triste mas é verdade. Eu lamento muito que as coisas sejam assim tão “descoladas”. Pessoalmente prefiro uma mulher que se de valor e seja das “caretas que se fazem de difícil” que uma mais solta e não veja problemas em curtir geral.
    Talvez eu seja chato, talvez eu seja brega ou até mesmo tenha mente de 50 anos atrás, mas que seja.

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