A rua é minha casa…

Semana passada eu tive a oportunidade via Twitter de acabar chegando no Flickr do Marco Gomes que eu conheço nese mundo virtual, onde twitter, orkut, flickr, me adiciona, etc. se misturam e acabam ligando você que está aqui com quem está alí, seja em Brasília, Fortaleza, Florianópolis ou São Paulo entre tantas outras cidades e países e também tive a oportunidade de encontrá-lo uma vez em um BarCamp.

Nesse mundo virtual onde em momentos algo pode tornar-se real, e o real ilusório, acabamos tendo várias surpresas, algumas excelentes, outras boas e outras nem tanto, mas sempre tentando tirar o melhor que há em tudo que é visto, comentado e analisado, ter o prazer de ver a sequência de fotos da realidade que nos cerca, mas com um grande toque de sensibilidade de quem está por trás das lentes, o olhar de interesse, fizeram com que eu ficasse pensando no Jorge, no Senhor que ficou emocionado ao receber R$2,00 e da Senhora que aproveitava a água da rua para “banhar-se”.

As imagens ficaram na minha cabeça, rodando e rodando, como se fossem um loop e a vontade de saber e entender como que o Jorge consegue sorrir já que nota que muitas vezes, nós que temos um lar, uma casa real, que não é muito engraçada, muito pelo contrário, tem teto e tem tudo, podemos reclamar disso, reclamar daquilo e reclamar e reclamar….

Em 2005 estimava-se que cerca de dez mil pessoas viviam nas ruas do Estado do Rio de Janeiro,isso sem ter estatísticas precisas (BBC), a “A ONU estima que haja atualmente cerca de 100 milhões de pessoas vivendo nas ruas das grandes cidades do planeta.” (E Agora)

A vida do morador de rua é dura, difícil, fazem parte de um grupo invisível perante a sociedade, mas muitas vezes será que o que não falta é oportunidade?

Ex-morador de rua, Sérgio Reis Ferreira consegue vaga na UnB:

Morador de rua estuda, Ubirajara Gomes da Silva e passa em concurso público:

Entre tantos outros casos, alguns bons e outros ruins:
Irmãos se reencontram por acaso nas ruas de Praia GrandeMorador de rua é queimado no Tatuapé Morador de rua é espancado até a morte

Aos 30&Alguns, tendo fé, acreditando ou não em um força maior, em um Deus, livre arbítrio ou seja lá o que for, se você está na frente de um computador lendo esse artigo, saiba que é abençoado, pois milhões de pessoas no mundo vivem pelas ruas, tomando banho com água de boeiro/esgoto, pedindo esmola, passando fome, sendo ignorado eo mais triste, fazendo parte do grupo dos seres invisíveis…

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  1. Selinhos para você lá no Mulheres…
    Bjôoooo

  2. Denise

    Realmente são seres humanos invisíveis.
    Antes a gente passava por eles e ficava olhando c/pena sem saber o que fazer, hj já nem prestamos mais atenção, pois são tantos que já nos acostumamos e, eles se tornaram invisíveis.
    É uma pena….

  3. Luiz Carlos Aquino

    Quero parabeniza-los por esta matéria que pra mim encaixa como uma luva. Sou da área de eventos e durante muitos anos eu passava pelas pessoas nas ruas e as via deitada ou jogadas ao chão. Quantas vezes pensei ESSA PESSOA VAI DORMIR NA RUA , NO FRIO, É MEU SEMELHANTE E EU NÃO POSSO FAZER NADA!!!! E eu seguia meu caminho. Até que um dia tomei uma decisão e fui visitar uma casa que abriga moradores de rua e dependentes quimicos no Centro da Cidade do Rio de Janeiro. Gostei de mais do que vi, o presidente da casa era um ex morador de rua que foi recebido ali e foi crescendo até tornar-se o vice presidente e depois o presidente da entidade. A casa não cobra nada das pessoas e vive de doações. Comecei com um gesto simples de levar roupas que estavam sobrando na minha casa. Como tenho esse dom da comunicação, imediatamente ganhei a simpatia dos diretores da casa e comecei a colaborar dando ideias até receber um convite da casa para ajudar os abrigados de uma forma mais direta. Duas vezes por semana na parte da manhã eu me doô para estar ensinando História e Geografia no intuito de prepará-los para prestar exames no final do ano para o ensino fundamental atraves do INEP e assim capacita-los para disputar o mercado de trabalho. Claro que também dou temas de motivação e muitas vezes compartilho com eles as mensagens contidas na Biblia. Esta minha atitude tem-me feito ver o quanto podemos e não fazemos , a alegria que sinto cada vez que me dou é indescritivel. Além disso utilizo os recursos da minha empresa para estar fazendo a casa conhecida junto aos meus clientes. Estou sendo inspirado a promever talvez ainda este ano , um Encontro que reuna as autoridades , empresas, igrejas, universidades, ongs e qualquer pessoa da sociedade a participarem do encontro que trará o tema : I º ENCONTRO NACIONAL BUSCANDO SOLUÇÕES PARA OS MORADORES DE RUA E DEPENDENTES QUIMICOS. Caso voce queira participar ou colaborar , por favor me escreva luizcarlosaquino@yahoo.com.br.

    Estarei repassando esta materia para eles e com certeza irá motivá-los a continuarem se esforçando sem desistir.

    Encerro meu comentario com uma reflexão:

    Havia um incêndio na floresta, e estava se alastrando de forma perigosa, os animais como elefantes , hipopótamos , rinocerontes , girafas e outros se esconderam em um grande abrigo na rocha . Um minúsculo beija flor incansavelmente se dirigia a beira do rio e com uma gota no bico jogava o mais próximo que podia do incêndio e retornava para pegar mais água. Na quinta vez que passava próximo dos grandes animais estes o questionaram, você esta louco não vê que não vai conseguir apagar este grande incêndio??? O beija-flor então respondeu,

    eu pelo menos estou fazendo a minha parte!!!

  4. sergio

    Moro em Goiania GO e fico sensibilisado com a situaçao destes nosos IRMAOS moradores de rua acho que todos podemos ajudar .Desejo estar participando de alguma forma para ajudar estes IRMAOS . QUE POR IRONIA DO DESTINO ESTAO NESTA ´´VIDA ´´

  5. Fico muito feliz por ser o primeiro morador de rua a passar na UnB e ser o primeiro a me formar, pois egressei no pimeiro vestibular de 2006 e estou cocluindo no segundo de 2010. Insto prova que eu sou capaz, mas não se enganem quando falarem que quem quer consegue. Isto é uma gande mentira, pois mesmo querebdo se você não tiver apoio moral que te motive você nunca tera a garra de competir uma vaga em uma Universidade federal.

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