Praia, isopor, virgindade e muito mais

18 - 05 - 2009 | Veridiana Serpa | .Crônicas, .Relacionamentos | comente

Quando era criança ia muito a praia em Santos, já que morava em São Paulo e minha família tinha um apartamento na cidade. Me lembro claramente, que era super normal, mães e pais com seus filhos e isopor na areia da praia, cheio de guloseimas para as crianças, além de bebidas para todos.

Quando mudei para o Rio de Janeiro, na época tinha 11 anos de idade, lembro que quando os parentes paulistas iam visitar e se animavam de levar o isopor para a praia era a maior vergonha, já que os moradores da zona sul, tendo dinheiro ou não, jamais chegam a praia carregando isopor com cervejinha, por mais que a geladeira em casa esteja lotada da bebida.

No Rio, a classe média zona sul, não carrega isopor para a praia, então quando você vê uma família carregando um isopor, há duas opções: se o sotaque for do Rio, a conclusão é que a família mora no subúrbio carioca e se o sotaque for outro, a família é de outro estado.

Uma amiga minha, certa vez foi a praia e achou tudo muito engraçado, que acabou tentando lembrar os detalhes do que viu e ouviu, já sabendo que provavelmente se me contasse, viraria um post no blog.

Engraçado foi ela descrevendo que havia visto uma família “trololó” na praia, mas não era uma família pequena, o pai estava em pleno Rio de Janeiro, calor de quase 40º, vestindo calça, blusa e sapato, a família era tão grande que estavam utilizando 5 barracas (guarda-sol) na praia.

Lógicamente, vários isopores regados de bebidas e belisquetes, afinal pagar duas ou três vezes o preço de algo, só porque está comprando na praia, não faz sentido algum para quem não é morador da zona sul carioca.

A impressão que minha amiga tinha, era que eram mineiros devido ao sotaque e de repente chegou mais um casal com o filho de  17 anos e a família eufórica comentando que o rapaz ainda era virgem.

Tenho cá com meus botões que o alvoroso era tanto com esse tópico que deve ter sido nesse momento que minha amiga realmente começou a prestar atenção naquela grande família que parecia ser tão unida e todos querendo dar palpites, que o papo foi além da virgindade do rapaz, que tinha uma namorada e ainda não sabia colocar o preservativo.

Sinceramente, aos 30&Alguns, conforme ela foi contando, eu fiquei imaginando uma cena de um desses filmes americanos sobre adolescentes e virgindade, já que segundo a minha amiga a mãe super liberal, informava a família que como já teve a idade deles, cinco vezes havia saído de casa para ir ao Shopping Center e aproveitar para deixá-los a sós, se é que vocês me entendem, e o menino informava que nada acontecia, pois a namorada dizia que ele tinha que esperar.

Os tios dando o maior apoio, diziam que ele deveria ter paciência e esperar, e o jovem desolado, apenas dizia: “já tenho 17 anos de paciência”…

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Fala!

 

  1. chris disse:

    Praia no Rio é exatamente assim. Talvez até mais, pois nós nunca carregamos cadeiras e guarda sol… existe aquele aluguel básico rsrsrs… Mas brincadeiras a parte eu acho hiper interessante que a família converse e converse sobre todos os assuntos. Boa família essa :)
    Bjuu

  2. E ninguém olhou em volta (para cima, principalmente) procurando em que tipo de nave eles vieram? :)

  3. Adao Braga disse:

    Queria ver esta mesma família dizer o mesmo sobre a filha! Tem 17 anos e ainda é virgem!

  4. Veridiana Serpa Veridiana Serpa disse:

    Adão concordo com você, provavelmente se fosse a filha o papo teria sido outro, ou de repente não, mas sabemos que na maioria das famílias se fosse uma menina não fariam pressão para “perder”a virgindade.

  5. Veridiana Serpa Veridiana Serpa disse:

    Sergio: alô, alô Marciano????

  6. Veridiana Serpa Veridiana Serpa disse:

    Chris concordo, mas o comentário do Adão, me fez refletir se o papo seria o mesmo se estivessem falando da virgindade da filha… Que bom que vc reapareceu.bjs

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